segunda-feira, 13 de junho de 2011

Carta a um velho amigo

Este texto, de minha autoria, é desprovido de maiores cuidados gramaticais e estéticos para dar um tom mais casual a ele.

Carta a um velho amigo


Meu velho amigo!

Bah, faz muito tempo que não nos vemos, né?  Mas ainda é estranho perguntar como tu está. A gente dificilmente deixava de se falar.  Só ao te encontrar ou te ouvir falando já sabia como estava. Pois é, rapaz...a realidade é outra. Sinto falta de quando nos encontrávamos e tu vinha já me xingando...: "Ô, seu medonho!", "Lá vem o peçonhento!", "Puta que pariu, tu de novo!?"...e eu, claro, não deixava de graça. Hehehe. 

Nunca me esqueço das vezes em que me disse “deixa de ser trouxa" quando uma mulher me magoava. Ou tentava me tirar da clausura do meu quarto (e, às vezes, tu te juntava a mim)...Ou quando eu dizia algo esperando uma resposta e eu recebia outra, completamente antagônica àquela que imaginava receber...tu deve lembrar disso.

Lembra de quando fiquei desempregado e sem estudar?? Saíamos para caminhar ou correr muitas vezes. Tu dava um jeito e arranjava tempo pra isso. Ficávamos horas girando pela cidade sem rumo e, às vezes, sem assunto. E quando eu ficava doente e tu não me ligava? Palhaço! Sempre fez questão de ir me ver, mesmo correndo risco de ficar triste ou na mesma situação...ficava lá ao meu lado tempo suficiente pra me arrancar um sorriso. Quase sempre nem precisava se esforçar para conseguir. Não te chamo de palhaço à toa (Apesar de tuas piadas nem sempre terem tanta graça...ainda bem que reconhece...).

Cara...são tantas coisas para poucas linhas. Não tenho muito tempo. Mas eu preciso falar isto: Lembra de quando eu tava todos os sinais de que cometeria um grande erro? Pois é...você falava a respeito do que parecia vir e eu insistia no meu ponto de vista, muitas vezes de modo ríspido. Eu NUNCA ouvi de ti um "Não me diga que eu não avisei", mas sim um "Tu que sabe, meu velho". Depois de todo o acontecido, independente do resultado, só uma coisa era certa: o teu abraço.

Queria também te pedir perdão, apesar do meu psicólogo (pois é, precisei) ter pedido pra maneirar nessa atitude. As vezes que passamos alguns dias sem nos falar me deixavam agoniado. Nesses períodos briguei contigo por não ter me ligado. Era só uma maneira --besta-- de tentar chamar tua atenção. Me dei conta disso nas minhas análises. Nossa...acabo de me dar conta de mais duas coisas: Eu sei que tu me perdoa...já me perdoou por coisas bem mais sérias! E a mais importante, na minha opinião:  tu nunca veio me cobrar quando eu faltei. Me perdoa?? Haha...desta vez estou brincando...sendo sério...Enfim, tu me entende!

Pois é...eu teria muito mais coisas para te dizer, mas não vou ficar perdendo tempo lembrando de o quanto, por exemplo, rimos juntos das nossas palhaçadas (mesmo que fosse tirando sarro um do outro), torramos grana para nos divertir, das vezes que saímos para festas e "aprontamos" muito. Afinal, além de terem sido coisas bastante corriqueiras para nós, um mero colega também poderia fazer tudo isso.

Era isso, meu caro. Pra finalizar, gostaria de te agradecer por todo o companheirismo e pelas coisas que me ensinou...sei também que aprendemos muitas coisas juntos e imagino que consegui passar alguma coisa a ti...não sou muito chegado à expressões batidas , mas é inevitável dizer que "Amigo é pra essas coisas"...e tu sabe bem que pode contar SEMPRE comigo!

Que Deus te abençoe, meu bom amigo! Um forte abraço!

Teu amigo

Ps: Saudade, ô peçonhento! hahaha!


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Francis O. Capelaro